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A China e as Matérias Primas. Brasil e China no Reordenamento das relações Internacionais: Desafios e Oportunidades

As amplas transformações estruturais decorrentes dos processos de industrialização e urbanização ocorridos nas últimas décadas na China têm gerado grande impacto sobre a economia e geopolíticas mundiais. Em particular, a crescente dependência chinesa às importações de energia e matérias-primas alterou substancialmente os seus preços com amplos impactos em sua oferta mundial. A construção de uma base internacional de supridores destas commodities constitui possivelmente a face mais visível da internacionalização das firmas chinesas e da ampla iniciativa do governo chinês nas relações internacionais.

Crescimento, inserçao externa e estratégias de desenvolvimento no Brasil e na China

O objetivo desse artigo é examinar as políticas de inserção econômica internacional através do comércio exterior da China e do Brasil relacionando- as com as suas estratégias de desenvolvimento recente. Sustenta-se aqui que a baixa produtividade na produção de alimentos, a grande dependência chinesa às importações de bens de capital requeridas para acelerar a industrialização e a recusa a uma estratégia de alta dependência ao financiamento externo conduziram, no final dos anos 70, a uma ampla estratégia estatal de promoção de exportações e simultaneamente de atração ao investimento externo. A estratégia chinesa de construir um amplo mercado interno e de promover as exportações de forma articulada com os investimentos externos encontrou, nos anos 80, um ambiente geopolítico e uma macroeconomia regional amplamente favoráveis. Nos anos 90, esta estratégia de “articulação desde dentro” vem sendo mantida pelo governo ainda que sob maior pressão econômica e política dos EUA que tenta impor à China maior abertura financeira e comercial.

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