Análise desagregada da inflação por setores industriais da economia brasileira entre 1996 e 2011

O artigo realizou uma investigação empírica sobre a dinâmica inflacionária de 17 setores industriais da economia brasileira entre 1996 e 2011. A partir de uma discussão teórica sobre a relação entre a inflação e a demanda agregada nas abordagens Convencional (Modelo do Novo Consenso), Pós-keynesiana e do Conflito Distributivo, buscou-se evidências de inflação de excesso de demanda e de pressões de custo nesses setores.

As séries temporais utilizadas foram o Índice de Preço ao Produtor Amplo por Origem (IPA-OG), o grau de Utilização da Capacidade Instalada (ambos da FGV), o Índice de Commodities Internacionais (IFS/FMI), e a taxa de câmbio nominal efetiva (Banco Central do Brasil-BCB).As equações foram estimadas a partir da Metolodogia ADL (AutoregressiveDistributedLags). Os resultados apontaram para a ausência de uma relação forte e sistemática entre a inflação e a demanda agregada, e para evidência de pressões de custo, sobretudo os preços internacionais das commodities e o câmbio, como determinantes da dinâmica inflacionária dos setores analisados.

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