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Devemos comemorar a queda da inflação?

Pela primeira vez desde a introdução do regime de metas de inflação no Brasil a meta foi descumprida para baixo, ou seja, a taxa de inflação observada foi inferior ao piso estabelecido. A inflação medida pelo IPCA para o ano de 2017 atingiu uma taxa de 2,95%, enquanto a meta de inflação que orienta a execução da política monetária fora de 4,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Esse fato foi comemorado pelos meios de comunicação, que destacaram o resultado da inflação como conquista de uma política econômica bem-sucedida, ainda que tenha sido obtido em um contexto de elevado desemprego, em que ainda não há perspectiva evidente de retomada do crescimento econômico. A recepção positiva a esse resultado também se apoia na concepção difundida de que uma inflação mais baixa em si representa um benefício para os trabalhadores, por evitar a redução do poder de compra dos salários.

Gravitation of market prices towards normal prices: some new results

The gravitation process of market prices towards production prices is here presented by means of an analytical framework where the classical capital mobility principle is coupled with a determination of the deviation of market from normal (natural) prices which closely follows the description provided by Adam Smith: each period the level of the market price of a commodity will be higher (lower) than its production price if the quantity brought to the market falls short (exceeds) the level of effectual demand.

The Trouble with Harrod: the fundamental instability of the warranted rate in the light of the Sraffian Supermultiplier

The paper discusses Harrod’s “principle of fundamental instability” of growth at the warranted rate, using the Sraffian Supermultiplier model, together with Hicks’s notions of “static” and “dynamic” stability, which are related to the distinction between the direction versus the intensity of a disequilibrium adjustment.

Inflação e Estabilização

Durante os anos 80, a grande maioria das economias da América Latina registrou processos inflacionários persistentes, com elevadas taxas, sem precedentes mesmo para uma região com longa tradição inflacionária. Além desta, outra novidade atingiu a região naquele período: mesmo os países que conseguiram levar adiante com grande sucesso seus projetos desenvolvimentistas do pós-guerra, como Brasil e México,
tiveram então suas economias praticamente estagnadas.

Finance, Trade, and Income Distribution in Global Value Chains: Implications for Developing Economies and Latin America

Global Values Chains (GCVs) led by transnational corporations (TNCs) have reshaped the world division of labor over the past two decades. GVCs are pervasive in low technology manufacturing such as textile and apparel as well as in more advanced industries like automobiles, electronics, and machines. This hierarchical division of labor generates wild competition at the lower value-added stages of production, where low wages and low profit margins prevail for workers and contract manufacturers in developing countries.

EVOLUÇÃO POLÍTICA E ECONÔMICA DA CHINA NO PERÍODO MAOÍSTA (1949-1978)

Entre a derrota chinesa para os ingleses na Primeira Guerra do Ópio, em 1842, e o advento da Revolução Chinesa, em 1949, a China esteve envolvida em seguidos conflitos internos e externos de grandes proporções, que redundaram em elevadas perdas humanas e materiais e significativa instabilidade política no país. Segundo a tradição local, este intervalo é conhecido como o “Século da Humilhação”, período que representou o eclipse da milenar civilização chinesa frente ao poderio econômico e militar dos países industrializados, os quais, inclusive, dominaram, em diferentes momentos, porções significativas do território chinês.

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