China

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Military Modernization in Chinese Technical Progress and Industrial Innovation

This paper assesses the impact of military-related programs on Chinese technical progress since 1980. We argue that efforts to modernize weapons production and integrate the civilian and military sectors of the economy have increased China’s innovation potential and led to an improvement in the country’s overall technological capabilities. Although it is still too early to draw sweeping conclusions, China appears to be following a road taken by other great powers before it, where the pursuit of modern defense systems stimulates the development of advanced technologies.

Padrões de Investimento, mudança institucional e transformação estrutural na economia chinesa

Desde 1949, quando a República Popular foi criada, a China passou por duas transformações fundamentais. De um lado, houve um contínuo e acelerado processo de industrialização, responsável por elevada e persistente taxa de crescimento econômico; de outro, ocorreu uma profunda transição institucional, com a transformação de uma economia centralmente planejada num capitalismo de Estado. O que distingue a experiência chinesa em confronto com outras experiências de transição institucional é a superposição desses processos sem que a industrialização, a máquina de crescimento essencial da China, tivesse sofrido solução de continuidade. Desde 1978, as “estruturas sociais de acumulação” mudaram amplamente com a dissolução das comunas, com uma veloz urbanização, com a emergência de uma classe capitalista e de um grande setor privado doméstico e internacionalizado, com a formação de um mercado de trabalho, com a comercialização do direito de uso das terras e com a privatização do excedente social. Do mesmo modo, as relações externas mudaram profundamente. Do isolamento autárquico vigente até a década de 1980, a China transformou-se num centro manufatureiro e segundo maior exportador mundial e um dos maiores mercados internacionalizados. Essas transformações ocorreram sem interromper a trajetória de acumulação liderada pelo Estado.

A China e as Matérias Primas. Brasil e China no Reordenamento das relações Internacionais: Desafios e Oportunidades

As amplas transformações estruturais decorrentes dos processos de industrialização e urbanização ocorridos nas últimas décadas na China têm gerado grande impacto sobre a economia e geopolíticas mundiais. Em particular, a crescente dependência chinesa às importações de energia e matérias-primas alterou substancialmente os seus preços com amplos impactos em sua oferta mundial. A construção de uma base internacional de supridores destas commodities constitui possivelmente a face mais visível da internacionalização das firmas chinesas e da ampla iniciativa do governo chinês nas relações internacionais.

A expansão chinesa e seus impactos na África na primeira década do século XXI

O objetivo da tese é analisar a repercussão nos países africanos da expansão chinesa recente relacionada à entrada do país em um novo ciclo expansivo caracterizado pela ampla utilização de artigos primários. A partir deste novo ciclo a China assume cada vez mais a posição de demandante mundial de artigos primários, contribuindo para mudanças fundamentais no comércio internacional e para a inserção dos países periféricos primários exportadores, entre eles os países africanos. Desde os anos 2000 observa-se uma retomada do crescimento das economias africanas que dá lugar ao cenário de crise e recessão das últimas décadas do século XX.

O ciclo recente de crescimento chinês e seus desafios

A China, como de resto toda a economia mundial, foi intensamente abalada pela crise financeira americana de 2008. Em resposta adotou um elevado programa de gasto público superior a meio trilhão de dólares, centrados em investimentos em infra-estrutura. Como resultado, após uma desaceleração em sua trajetória de crescimento no primeiro trimestre de 2009, retomou um ritmo maior no último trimestre recuperando sua trajetória de alto crescimento e situando-se acima da meta prevista de 7,5% para o período de 2006 a 2010 estabelecida no 11o Plano Qüinqüenal.

Muito se especula sobre a sustentação deste crescimento no atual contexto internacional e sobre as possíveis transformações neste padrão e seus impactos na economia mundial. Com efeito, no âmbito do governo e do Partido Comunista, tem sido crescente a disputa sobre o uso apropriado destes recursos públicos. De um lado, se posicionam os defensores da agenda liberalizante e de continuidade do padrão de crescimento atribuído às exportações e investimentos externos; de outro, diversos críticos do modelo chinês, tanto aqueles críticos do export led quanto os que atribuem a concentração da renda observada nos últimos anos à uma estratégia de investimento centrada em setores intensivos em capital.

Crescimento, inserçao externa e estratégias de desenvolvimento no Brasil e na China

O objetivo desse artigo é examinar as políticas de inserção econômica internacional através do comércio exterior da China e do Brasil relacionando- as com as suas estratégias de desenvolvimento recente. Sustenta-se aqui que a baixa produtividade na produção de alimentos, a grande dependência chinesa às importações de bens de capital requeridas para acelerar a industrialização e a recusa a uma estratégia de alta dependência ao financiamento externo conduziram, no final dos anos 70, a uma ampla estratégia estatal de promoção de exportações e simultaneamente de atração ao investimento externo. A estratégia chinesa de construir um amplo mercado interno e de promover as exportações de forma articulada com os investimentos externos encontrou, nos anos 80, um ambiente geopolítico e uma macroeconomia regional amplamente favoráveis. Nos anos 90, esta estratégia de “articulação desde dentro” vem sendo mantida pelo governo ainda que sob maior pressão econômica e política dos EUA que tenta impor à China maior abertura financeira e comercial.

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