A destruição destruidora

É possível que muitos dos que observam a atual crise da economia, do emprego, das grandes empresas de engenharia, das empresas estatais, do PT e mais geral, do sistema político brasileiro considerem que estamos vivendo uma fase difícil e traumática, mas que tal como no processo de destruição criadora de Joseph Schumpeter, ou, na visão do Cândido narrada por Voltaire, ela abrirá espaço para uma desejada renovação econômica, social e política. Eu, talvez porque não conheça muito de metafisica, considero a atual crise de uma forma mais materialista: ela se traduz em uma extraordinária desvalorização das empresas estatais e dos seus ativos. Abre-se uma lucrativa oportunidade para a compra barata destes ativos e para provisão mercantil (cara) de serviços públicos. A criatividade empresarial é obter algum ganho em troca de nada. Tudo, é claro, dentro da lei.

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