Vivian Garrido Moreira

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Quem realmente quer que a economia cresça?

No tempo em que a economia brasileira crescia com baixo desemprego e redução da desigualdade se dizia que “nunca os empresários ganharam tanto dinheiro” e ao mesmo tempo o descontentamento da classe empresarial com o governo era crescente. Por outro lado, na atual quase estagnação que se seguiu à uma profunda recessão os empresários do setor real e financeiro declaram seu apoio irrestrito ao governo atual, apesar das trapalhadas e vexames diários de vários membros do governo e das más condições observadas na economia. Acreditamos que para entender, tanto este aparente paradoxo quanto a própria tendência da estagnação da economia brasileira, seja útil esclarecer algumas relações teóricas básicas entre investimento, crescimento da demanda e rentabilidade.[1] O que interessa para os empresários? Os empresários querem “rentabilidade”. Rentabilidade não tem a ver com simplesmente vender mais (volume de lucro total), mas com o montante de lucro comparado com o tamanho do capital…

10 questões sobre Reforma da Previdência: olhando claramente o que se apresenta hoje

1) A Reforma é necessária porque senão o sistema vai “quebrar” dado que a contribuição previdenciária ao longo do tempo tem sido menor do que as transferências previdenciárias É verdade que as transferências crescem mais que as contribuições, considerando exclusivamente estas duas variáveis nos últimos anos. Mas isto não é informação suficiente para dizer que o sistema vai “quebrar” e além disso existem outras formas do sistema “não quebrar”, conforme veremos na sequência. 2) Os que alegam que não há déficit na Previdência estão errados, pois mesmo considerando todo o Orçamento da Seguridade Social (previdência, saúde e assistência social) já há déficit desde 2015 Sim, há déficit desde 2015, mas sobre este déficit, a argumentação dos que se opõem à Reforma se baseia numa concepção oposta de como funciona a economia. Em primeiro lugar é fundamental esclarecer: o déficit foi resultado da grande desoneração das contribuições das empresas e posteriormente…

Os trabalhadores não se aposentarão por medo de não se aposentarem

A discussão sobre a reforma da previdência naturalmente que só faz se justificar mais com a queda progressiva da arrecadação numa economia que não cresce e que todos parecem “esquecer” que crescer significaria arrecadar mais. Isso de um lado. De outro, com mais desempregados, seguros-desemprego, famílias desoladas e sem saúde mental que reverbera em pouquíssimo tempo para a saúde física, dificuldade de trabalhar, depressão, invalidez ou morte, que aliás também aumenta muito com o aumento da violência urbana e com as catástrofes resultantes de um Estado que fomenta o espírito da violência, da intolerância e da segregação social, aumenta mais ainda a ponta dos “gastos” previdenciários (ops, peraí, o nome técnico disso não é gasto, é transferência). Estado que, também na sua lógica de escassez eterna (como sempre diz minha mãe, aquela visão de que “não haverá nem m. para todos”…nem isso haverá) não vê espaço fiscal para investir em…

Alguns pontos fundamentais da contribuição teórica de Piero Sraffa

As contribuições de Sraffa para teoria do valor (preços relativos) e distribuição têm dois aspectos, um construtivo e um crítico. O construtivo é propor a retomada da abordagem clássica do excedente que englobaria os elementos analíticos comuns aos fisiocratas, Smith, Ricardo e Marx. O aspecto critico é fazer uma crítica interna da abordagem marginalista ou neoclássica de equilíbrio geral de longo prazo. A retomada da abordagem do excedente é inicialmente defendida em sua introdução à obra de Ricardo, publicada em 1951. Já o desenvolvimento desta abordagem e a crítica da noção de capital neoclássica são feitas no livro Produção de Mercadorias por Meio de Mercadorias publicado originalmente em 1960. O livro de Sraffa realiza estas duas tarefas através do estudo dos efeitos de mudanças na distribuição entre salário real e taxa de lucro sobre os preços relativos das mercadorias. Sraffa mostra que nestas condições é possível generalizar a ideia clássica…

Material didático: Direto ao Ponto!

DIRETO AO PONTO – ECONOMIA Um espaço para divulgar o pensamento econômico de forma direta e despojada. HPE e teoria econômica reunidos em pequenos “insights” de um único ponto por vez. Site criado e administrado por Vivian Garrido Moreira, Prof. Adjunta, Depto. de Economia, Unicentro, Guarapuava, Paraná Acesse o site: https://diretoaopontoeconomia.wordpress.com/

A Hipótese de Estagnação Secular nas teorias do crescimento econômico: um labirinto de inconsistências teóricas

O objetivo dessas notas é mostrar, que tanto na versão de Hansen quanto na de Summers, a argumentação sobre o problema da estagnação secular se faz baseada em fundamentos teóricos questionáveis, na medida em que parecem não serem construídos de forma coerente nem com a abordagem neoclássica para a teoria do crescimento, nem com os modelos heterodoxos de crescimento liderado pela demanda.

DEMANDA EFETIVA NO LONGO PRAZO E NO PROCESSO DE ACUMULAÇÃO: ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DO DEBATE SRAFFIANO A PARTIR DO PROJETO DE GAREGNANI (1962)

O artigo discute a evolução do projeto sraffiano, iniciado em 1962 por Garegnani, de desenvolver uma teoria da demanda efetiva de longo prazo. Tratamos tanto dos aspectos metodológicos quanto analíticos, começando com a questão da compatibilidade entre o princípio da demanda efetiva e a abordagem clássica do excedente.

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