Ricardo Summa

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PIB, demanda efetiva e variação de estoques: uma visão pessimista do que já ocorreu em 2017

Os dados do PIB relativos ao primeiro trimestre de 2017 foram bastante comemorados pelo Governo. De acordo com a versão oficial, a expansão de 1% registrada no primeiro trimestre de 2017 já significaria, após oito trimestres de queda, o fim da recessão. Otimista, o ministro da Fazenda tem declarado que o país já se encontra na direção correta, ainda que falte um caminho a ser percorrido para uma plena recuperação. O Gráfico 1 mostra o índice do PIB desde 2010 e já deixa bastante claro o quão pequena foi a reversão registrada no último trimestre, diante da intensidade do processo recessivo do período 2015/16. Considerando o acumulado dos últimos quatro trimestres contra os quatro anteriores, a queda do PIB ainda é de 2,34%. Considerando este último trimestre contra o primeiro trimestre de 2016, a queda é de 0,35%. Em sua pretensão de gerar expectativas positivas, o Governo tem dado total…

Navegando em Círculos

Em dois textos recentes, CARNEIRO (2017) e CARNEIRO & MELLO (2017), Ricardo Carneiro propõe uma interpretação de por que teria dado errada a condução da economia nos governos Dilma e faz uma proposta de solução do problema da retomada do crescimento. No primeiro texto, faz algumas criticas a SERRANO & SUMMA (2015). Aqui nos parece que vale a pena uma réplica, principalmente porque a proposta de saída da crise atual é surpreendentemente parecida com alguns aspectos da politica que nos levou a crise atual.

Demanda agregada e a desaceleração do crescimento econômico brasileiro de 2011 a 2014

O artigo analisa a rápida desaceleração da economia brasileira para os anos de 2011-2014, no qual esta cresceu apenas 2,1% em média anual, em comparação a média de crescimento de 4,4% do período 2004-2010. O crescimento do período 2004-2010 foi mais do que o dobro da média anual dos 23 anos anteriores. Dessa forma, é importante entender por que essa maior taxa de crescimento – embora bastante menor que a do período anterior a década de 80 – não se sustentou nos últimos 4 anos.

Aggregate Demand and the Slowdown of Brazilian Economic Growth from 2011- 2014

This paper looks in detail at the sharp slowdown in the Brazilian economy for the years 2011-2014,in which economic growth averaged only 2.1 percent annually,as compared with 4.4 percent in the 2004-2010 period. The latter level of growth was also more than double Brazil’s average annual growth rate over the prior 23 years (although it was much lower than the pre-1980 period). It is important to understand why the higher rate of growth experienced from 2004 to 2010 was notsustained over the past few years.

Distribution and Cost-Push inflation in Brazil under inflation targeting, 1999-2014

In this paper we analyze the evolution of Brazilian inflation under the inflation targeting system from a cost-push perspective. We identify the main features of three quite distinct phases (1999-2003, 2004-2009 and 2010-2014) and explain them in terms of tradable price trends in local currency, changes in the dynamics of monitored prices and behavior of wage inflation.

Avaliação empírica do teorema da paridade coberta para a economia brasileira

O objetivo deste trabalho é testar a validade do teorema da paridade coberta de juros para a economia brasileira entre os anos de 2008 e 2013. Mostraremos que, ao contrário do escasso material que estima essa relação para a economia brasileira e obtém resultados de não validade empírica do teorema, nossas estimativas sugerem a validade da paridade coberta para o Brasil. Dessa forma, um subproduto deste artigo é a avaliação das características dos dados brasileiros e das variáveis utilizadas para a
estimação da paridade coberta.

Os determinantes da inflação brasileira recente: estimações utilizando redes neurais

O presente artigo busca avaliar os determinan- tes da inflação brasileira recente, mais especifi- camente a partir de 1999, quando é instituído o Sistema de Metas de Inflação (SMI). Utilizando um modelo de Redes Neurais, avaliamos: (1) se as pressões de demanda, medidas pelo hiato do produto e do desemprego, têm impacto claro e sistemático sobre a inflação; (2) se a “inflação importada”, incluindo a inflação dos produtos transacionáveis em dólares e a variação da taxa de câmbio nominal, exerce influência significa- tiva sobre a inflação; e (3) se o canal de custo da taxa de juros se verifica empiricamente no caso brasileiro.

Uma nota sobre a relação entre salário mínimo e inflação no Brasil a partir de um modelo de inflação de custo e conflito distributivo

O presente artigo busca discutir a dinâmica da inflação brasileira no período recente e sua relação com a política de valorização do salário mínimo, a partir de um modelo desagregado de inflação de custo. Dessa maneira, discutem-se os possíveis canais de transmissão que levariam a uma relação sistemática ou estrutural entre salário mínimo e inflação à luz dos dados brasileiros.

Mercado de trabalho e a evolução dos salários no Brasil

No presente trabalho será avaliado o comportamento dos salários no Brasil nos anos 2000 a partir da abordagem da Economia Política Clássica. Dessa maneira, avaliaremos algumas características políticas, institucionais e a situação do mercado de trabalho da economia brasileira e sua relação com os resultados das negociações salariais reais e da posição de barganha dos trabalhadores.

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