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A Potência Vulnerável: Padrões de Investimento e Mudança Estrutural da União Soviética a Federação Russa

O objetivo do presente trabalho é apresentar os traços essenciais das principais mudanças nos padrões de investimento e transformação estrutural na economia da Rússia entre 1950 a 2008. Como a antiga União Soviética era inteiramente centrada na Rússia, optamos por discutir os padrões de investimento e transformação estrutural na economia centralmente planificada da União Soviética como um todo no período de 1950 até a sua dissolução em fins de 1991 e da economia (crescentemente) capitalista da Federação Russa no período posterior (1992-2008).

Nosso argumento central é que a economia da Rússia atual, a despeito de quase uma década de crescimento a taxas elevadas a partir de 1999, da reconstrução parcial e do fortalecimento do Estado e do retorno de uma postura geopolítica mais assertiva a partir do primeiro governo Putin, se caracteriza por uma forte heterogeneidade estrutural que tem como implicação uma grande vulnerabilidade no que diz respeito a sua inserção externa, que se manifestou mais uma vez na crise mundial de 2008-2009.

A Geopolítica da Federação Russa em Relação aos EUA e à Europa: Vulnerabilidade, Cooperação e Conflito

O colapso da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 1991, pôs termo à Guerra Fria, período caracterizado por fortes tensões entre o mundo ocidental dominado pelos Estados Unidos e o bloco socialista liderado pela URSS. Esta deu lugar a quinze Estados independentes, no meio dos quais figurava a Rússia. Mesmo sendo o maior destes novos países, a Rússia só representa dois terços do território da ex-URSS e metade de sua população. Este país conseguiu obter a cadeira permanente ocupada pela então URSS no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e conservar o controle exclusivo do antigo arsenal nuclear soviético. Mas, depois que a URSS sob Mikhail Gorbachev abdicou unilateralmente de todas as suas pretensões de disputar o poder mundial como superpotência, no primeiro momento, a nova Federação Russa correu o risco de perder até seu status de potência regional.

A Geopolítica das Relações entre a Federação Russa e os EUA: da Cooperação ao Conflito

Este artigo discute a evolução das relações entre a Federação Russa, que nasceu do colapso da URSS em 1991, e os Estados Unidos. Será mostrado como estas relações evoluíram de tal forma que atualmente existe forte conflito de interesses entre a Rússia e os EUA. O artigo começa com uma curta seção onde é contextualizada a situação estrutural do sistema de poder mundial na qual surgiu a nova Federação Russa, situação caracterizada por uma assimetria sem precedentes históricos entre o poder dos EUA em diversas dimensões e o de todos os demais países do mundo.

A Geopolítica da Federação Russa em Relação aos EUA e à Europa: Vulnerabilidade, Cooperação e Conflito

Este artigo discute a evolução das relações entre a Federação Russa, que nasceu do colapso da URSS em 1991, e os Estados Unidos. Será mostrado como estas relações evoluíram de tal forma que atualmente existe forte conflito de interesses entre a Rússia e os EUA. O artigo começa com uma curta seção onde é contextualizada a situação estrutural do sistema de poder mundial na qual surgiu a nova Federação Russa, situação caracterizada por uma assimetria sem precedentes históricos entre o poder dos EUA em diversas dimensões e o de todos os demais países do mundo.

Uma análise econômica crítica da tese da decadência hegemônica dos Estados Unidos de Giovanni Arrighi

Giovanni Arrighi desenvolveu o modelo dos “ciclos sistêmicos de acumulação” associando as transições hegemônicas e as mudanças nos “regimes de acumulação” para estudar as origens e as transformações do sistema mundial. De acordo com essa teoria, Arrighi considera que a expansão financeira que se deu a partir dos anos 70 é o sinal claro que a hegemonia norte-americana já entrou numa “crise terminal”. Arrighi defende a idéia que os Estados Unidos estão presos numa espiral negativa do ponto de vista econômico que associa os desgastes orçamentários da Guerra no Iraque, o crescente aumento de seu endividamento, a perda de credibilidade do dólar como moeda internacional e a ascensão da China.

As Relações da Iugoslávia com a União Soviética e os Estados Unidos entre 1946 e 1961

O presente artigo pretende mostrar como a Iugoslávia de Josef Broz “Tito” adotou uma posição original no contexto da Guerra Fria após sua expulsão do bloco soviético, em 1948, sabendo aproveitar-se da rivalidade entre Leste e Oeste a seu favor. Por outro lado, a influência sobre a Iugoslávia foi alvo de disputas veladas entre as duas grandes potências da época, Rússia e Estados Unidos, devido à posição estratégica do país balcânico e à influência que seu destino teria em outros países do bloco socialista. Mas, com a morte de Stalin e a ascensão ao poder de Nikita Kruschev, em 1953, a URSS reviu sua relação com Belgrado.

Preocupados com a influência americana no país, os soviéticos normalizaram a relação com o governo iugoslavo, em 1955. No entanto, nenhuma das duas grandes potências foi capaz de gerar o alinhamento ideológico de Tito, que acabou se transformando num dos principais atores do Movimento dos Não-Alinhados.

Quesnay and the Analysis of the Surplus in an Agrarian Capitalist Economy

In order to  discuss the “rational foundation” of some aspects of  Quesnay´s theory we  use  a simple formalization of the necessary connections between assumptions about  the techniques in use, the distribution of income between the classes and sectors the system of relative prices. We argue that  Quesnay´s system was  a truly capitalist agrarian economy and that he was  indeed a  pioneer of the classical political economy/surplus approach to economics as identified first by Marx,  Sraffa and Garegnani, the physical surplus of grains being  the necessary basis for his analysis of the distribution and  relative prices.

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