Julia Braga

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De onde virá a demanda que justificará a recuperação do investimento?

Embora a taxa de crescimento do PIB tenha voltado ao patamar positivo no biênio 2017-2018, a economia brasileira ainda não voltou a uma situação que se possa classificar como de “normalidade”, se considerado o patamar de antes da recessão registrada em 2015-16. Com cerca de treze milhões de desempregados e o PIB ainda 4,69% abaixo do nível real de 2014, têm sido debatidas com certa intensidade as opções de política à disposição para modificar este quadro. Na perspectiva aqui adotada é central observar que, nesse mesmo período, a única componente da demanda agregada que cresceu no período 2014-2018 foram as exportações (18% superior). Todas as demais componentes estão em níveis inferiores ao de 2014: o consumo das famílias (3,92% abaixo), o consumo do governo (2,07% menor) e, a componente que mais declinou, a formação bruta de capital fixo (uma medida abrangente para o investimento), com volume 23,22% inferior. Ao longo…

Avaliação empírica do teorema da paridade coberta para a economia brasileira

O objetivo deste trabalho é testar a validade do teorema da paridade coberta de juros para a economia brasileira entre os anos de 2008 e 2013. Mostraremos que, ao contrário do escasso material que estima essa relação para a economia brasileira e obtém resultados de não validade empírica do teorema, nossas estimativas sugerem a validade da paridade coberta para o Brasil. Dessa forma, um subproduto deste artigo é a avaliação das características dos dados brasileiros e das variáveis utilizadas para a
estimação da paridade coberta.

Análise desagregada da inflação por setores industriais da economia brasileira entre 1996 e 2011

O artigo realizou uma investigação empírica sobre a dinâmica inflacionária de 17 setores industriais da economia brasileira entre 1996 e 2011. A partir de uma discussão teórica sobre a relação entre a inflação e a demanda agregada nas abordagens Convencional (Modelo do Novo Consenso), Pós-keynesiana e do Conflito Distributivo, buscou-se evidências de inflação de excesso de demanda e de pressões de custo nesses setores.

O mito da contração fiscal expansionista nos EUA durante o governo Clinton

Neste trabalho procuramos mostrar, numa perspectiva Sraffiana, que a tese de que teria havido uma bem sucedida contração fiscal expansionista nos EUA derivado do ajuste fiscal feito pelo governo Clinton a partir de 1993 não passa de um mito. Nem o ajuste fiscal reduziu diretamente os juros nem a queda dos juros aumentou diretamente o investimento produtivo. Longe de ser uma conseqüência automática do ganho de “credibilidade” obtido pelo ajuste fiscal, a recuperação e o prolongado período de crescimento foram frutos do viés expansionista da política monetária.

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