Franklin Serrano

10 Posts Back Home

Thirlwall’s Law, External Debt Sustainability and the Balance of Payments Constrained Level and Growth Rates of Output

Thirlwall’s law, given by the ratio of the rate of growth of exports to the income elasticity of imports is a key result of Balance of Payments (BOP) constrained long run growth models with balanced trade. Some authors have extended the analysis to incorporate long run net capital flows. We provide a critical evaluation on these efforts and propose an alternative approach to deal with long run external debt sustainability, based on two key features. First, we treat the external debt to exports ratio as the relevant indicator for the analysis of external debt sustainability. Second, we include an external credit constraint in the form of a maximum acceptable level of this ratio. The main results that emerge are that sustainable long run capital flows can positively affect the long run level of output, but not the rate of growth compatible with the BOP constraint, as exports must ultimately tend…

Dissenso ao Contrassenso do Novo Consenso: a Alternativa da Macroeconomia da Demanda Efetiva

A recente difusão no exterior e aqui no Brasil das ideias da MMT e das Finanças Funcionais deve ser comemorada. Afinal, limpar o terreno do debate permite avançar e comparar o que há de fato em disputa nas teorias. Esse artigo procurou mostrar, entretanto, que mesmo a utilização desses princípios teóricos pode levar a conclusões irrealistas em termos de politica fiscal quando incorporados dentro do contexto do modelo do Novo Consenso. Aqui no Brasil, o texto de Lara Resende levou um ortodoxo como Samuel Pessoa a declarar que aceita que o governo não quebra na própria moeda, mas que deveria enfatizar mais a importância da taxa natural de juros, enquanto a resposta dos pós Keynesianos brasileiros foi mais no sentido de tentar apontar possíveis problemas na MMT e tentar negar que o Estado e o Banco Central tenham amplos graus de liberdade para operar, do que criticar a taxa natural…

A Hipótese de Estagnação Secular nas teorias do crescimento econômico: um labirinto de inconsistências teóricas

O objetivo dessas notas é mostrar, que tanto na versão de Hansen quanto na de Summers, a argumentação sobre o problema da estagnação secular se faz baseada em fundamentos teóricos questionáveis, na medida em que parecem não serem construídos de forma coerente nem com a abordagem neoclássica para a teoria do crescimento, nem com os modelos heterodoxos de crescimento liderado pela demanda.

Conflito Distributivo e o Fim da “Breve Era de Ouro” da Economia Brasileira

O objetivo deste trabalho é discutir as causas principais da interrupção, a partir de 2015,do processo de crescimento com inclusão social que ocorreu na economia brasileira a partir de meados dos anos 2000, processo que chamaremos de “Breve Era de Ouro” da economia brasileira em alusão ao processo semelhante, porém bem mais longo e intenso, que ocorreu nos países centrais depois da Segunda Guerra Mundial até o inicio da década de 70 do século passado.

PIB, demanda efetiva e variação de estoques: uma visão pessimista do que já ocorreu em 2017

Os dados do PIB relativos ao primeiro trimestre de 2017 foram bastante comemorados pelo Governo. De acordo com a versão oficial, a expansão de 1% registrada no primeiro trimestre de 2017 já significaria, após oito trimestres de queda, o fim da recessão. Otimista, o ministro da Fazenda tem declarado que o país já se encontra na direção correta, ainda que falte um caminho a ser percorrido para uma plena recuperação. O Gráfico 1 mostra o índice do PIB desde 2010 e já deixa bastante claro o quão pequena foi a reversão registrada no último trimestre, diante da intensidade do processo recessivo do período 2015/16. Considerando o acumulado dos últimos quatro trimestres contra os quatro anteriores, a queda do PIB ainda é de 2,34%. Considerando este último trimestre contra o primeiro trimestre de 2016, a queda é de 0,35%. Em sua pretensão de gerar expectativas positivas, o Governo tem dado total…

UMA FARSA QUASE TRÁGICA: A ESQUERDA “MODERNA” E A AMEAÇA FASCISTA

De acordo com Josef Stalin (1934):

A vitória do fascismo na Alemanha deve ser vista não só como um sinal da fraqueza da classe operária e o resultado da traição da social-democracia, que abriu o caminho ao fascismo. Ela deve ser vista igualmente como um sinal da fraqueza da burguesia, um sinal de que a burguesia já não tem condições para exercer o poder segundo os métodos parlamentares da democracia burguesa, motivo pela qual se vê obrigada a recorrer, na politica interna, aos métodos terroristas de governo.

Em relação à nova ameaça fascista que enfrentamos atualmente a situação é parcialmente diferente. Nos anos 30 do século passado, os liberais toleravam o fascismo para barrar o crescimento da esquerda. Agora é a “nova” esquerda que está ajudando os fascistas a dar uma sobrevida ao neoliberalismo.

Gravitation of market prices towards normal prices: some new results

The gravitation process of market prices towards production prices is here presented by means of an analytical framework where the classical capital mobility principle is coupled with a determination of the deviation of market from normal (natural) prices which closely follows the description provided by Adam Smith: each period the level of the market price of a commodity will be higher (lower) than its production price if the quantity brought to the market falls short (exceeds) the level of effectual demand.

Navegando em Círculos

Em dois textos recentes, CARNEIRO (2017) e CARNEIRO & MELLO (2017), Ricardo Carneiro propõe uma interpretação de por que teria dado errada a condução da economia nos governos Dilma e faz uma proposta de solução do problema da retomada do crescimento. No primeiro texto, faz algumas criticas a SERRANO & SUMMA (2015). Aqui nos parece que vale a pena uma réplica, principalmente porque a proposta de saída da crise atual é surpreendentemente parecida com alguns aspectos da politica que nos levou a crise atual.

The Trouble with Harrod: the fundamental instability of the warranted rate in the light of the Sraffian Supermultiplier

The paper discusses Harrod’s “principle of fundamental instability” of growth at the warranted rate, using the Sraffian Supermultiplier model, together with Hicks’s notions of “static” and “dynamic” stability, which are related to the distinction between the direction versus the intensity of a disequilibrium adjustment.

Navigate