Fernando Lara

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De onde virá a demanda que justificará a recuperação do investimento?

Embora a taxa de crescimento do PIB tenha voltado ao patamar positivo no biênio 2017-2018, a economia brasileira ainda não voltou a uma situação que se possa classificar como de “normalidade”, se considerado o patamar de antes da recessão registrada em 2015-16. Com cerca de treze milhões de desempregados e o PIB ainda 4,69% abaixo do nível real de 2014, têm sido debatidas com certa intensidade as opções de política à disposição para modificar este quadro. Na perspectiva aqui adotada é central observar que, nesse mesmo período, a única componente da demanda agregada que cresceu no período 2014-2018 foram as exportações (18% superior). Todas as demais componentes estão em níveis inferiores ao de 2014: o consumo das famílias (3,92% abaixo), o consumo do governo (2,07% menor) e, a componente que mais declinou, a formação bruta de capital fixo (uma medida abrangente para o investimento), com volume 23,22% inferior. Ao longo…

PIB, demanda efetiva e variação de estoques: uma visão pessimista do que já ocorreu em 2017

Os dados do PIB relativos ao primeiro trimestre de 2017 foram bastante comemorados pelo Governo. De acordo com a versão oficial, a expansão de 1% registrada no primeiro trimestre de 2017 já significaria, após oito trimestres de queda, o fim da recessão. Otimista, o ministro da Fazenda tem declarado que o país já se encontra na direção correta, ainda que falte um caminho a ser percorrido para uma plena recuperação. O Gráfico 1 mostra o índice do PIB desde 2010 e já deixa bastante claro o quão pequena foi a reversão registrada no último trimestre, diante da intensidade do processo recessivo do período 2015/16. Considerando o acumulado dos últimos quatro trimestres contra os quatro anteriores, a queda do PIB ainda é de 2,34%. Considerando este último trimestre contra o primeiro trimestre de 2016, a queda é de 0,35%. Em sua pretensão de gerar expectativas positivas, o Governo tem dado total…

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