Carlos Medeiros

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Military Modernization in Chinese Technical Progress and Industrial Innovation

This paper assesses the impact of military-related programs on Chinese technical progress since 1980. We argue that efforts to modernize weapons production and integrate the civilian and military sectors of the economy have increased China’s innovation potential and led to an improvement in the country’s overall technological capabilities. Although it is still too early to draw sweeping conclusions, China appears to be following a road taken by other great powers before it, where the pursuit of modern defense systems stimulates the development of advanced technologies.

Estrategias Nacionais de Desenvolvimento

Depois de décadas de ampla expansão dos processos de integração das economias nacionais numa vasta rede internacional de comércio e investimentos, observou-se uma grande polarização formada por um pequeno grupo de países ricos, um também reduzido grupo de países de renda média e uma vasta maioria de países econômica e socialmente pobres. Essa polarização teve origem na concentração das atividades industriais inovadoras, infraestrutura, recursos humanos qualificados em poucas nações e regiões e na dispersão espacial e nacional dos recursos naturais, nas suas indústrias processadoras e das indústrias intensivas em trabalho não qualificado.

Padrões de Investimento, mudança institucional e transformação estrutural na economia chinesa

Desde 1949, quando a República Popular foi criada, a China passou por duas transformações fundamentais. De um lado, houve um contínuo e acelerado processo de industrialização, responsável por elevada e persistente taxa de crescimento econômico; de outro, ocorreu uma profunda transição institucional, com a transformação de uma economia centralmente planejada num capitalismo de Estado. O que distingue a experiência chinesa em confronto com outras experiências de transição institucional é a superposição desses processos sem que a industrialização, a máquina de crescimento essencial da China, tivesse sofrido solução de continuidade. Desde 1978, as “estruturas sociais de acumulação” mudaram amplamente com a dissolução das comunas, com uma veloz urbanização, com a emergência de uma classe capitalista e de um grande setor privado doméstico e internacionalizado, com a formação de um mercado de trabalho, com a comercialização do direito de uso das terras e com a privatização do excedente social. Do mesmo modo, as relações externas mudaram profundamente. Do isolamento autárquico vigente até a década de 1980, a China transformou-se num centro manufatureiro e segundo maior exportador mundial e um dos maiores mercados internacionalizados. Essas transformações ocorreram sem interromper a trajetória de acumulação liderada pelo Estado.

Recursos Naturais, Nacionalismo e Estratégias de Desenvolvimento

A economia institucional se tornou a perspectiva de análise predominante para as experiências nacionais de desenvolvimento. O sucesso ou fracasso econômico tem sido explicado pelo papel desempenhado pelas instituições. Esta abordagem tem sido particularmente aplicada às experiências nacionais onde recursos naturais são abundantes e formam as suas principais fontes de exportação. Argumenta-se que os países podem escapar desta “armadilha das commodities” associada à abundância de recursos se boas instituições puderem transformar este ativo natural em uma oportunidade para promover investimentos e difundir o desenvolvimento por outras áreas e setores. Nestas análises, supõe-se que as boas instituições econômicas são aquelas normalmente encontradas de forma predominante em economias de mercado desenvolvidas.

From Export Specialization in Natural resources to Diversification in Manufacturing

Indonésia, Malásia e Tailândia, conhecidas como SEANICs (Países Recentemente Industrializados do Sudeste Asiático), tiveram economias inicialmente especializadas em exportações primárias, mas que dentro de um curto período de tempo conseguiram alcançar extensa exportação e diversificação produtiva na indústria de transformação. Estes países registraram um rápido crescimento do PIB e do PIB per capita entre 1980 e 201, e passou por uma mudança estrutural notável em suas economias. O objetivo deste trabalho é analisar as trajetórias de desenvolvimento dos SEANICs, investigando sua principal fonte de crescimento econômico, especialmente relacionada à integração econômica regional.

Natural Resource Nationalism and Development Strategies

The institution economics became a predominant analytical perspective for developmental national experiences. The economic success or failure has been predominantly explained by the role played by institutions. This approach has particularly been applied to the national experiences where natural resources are abundant and form their main source of exports. Irrespective of this structural dimension, so follows the argument, countries can escape from the “commodity trap” associated to this resource endowment if good institutions can transform this natural asset in an opportunity to foster investment and spread development to other areas and sectors. In these analyses the good economic institutions are normally considered the set of institutions that were supposed to be predominant in developed market economies.

A Economia Política da Transição na Rússia

Um fato espetacular marcou o fim do século XX: o colapso e a desintegração da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e uma radical transição ao capitalismo. No início do novo século, a Rússia passou por uma nova mudança, com um projeto nacional de reconstrução econômica e poder político. Tal traje- tória vem fazendo da Rússia um protagonista no cenário internacional.

A China e as Matérias Primas. Brasil e China no Reordenamento das relações Internacionais: Desafios e Oportunidades

As amplas transformações estruturais decorrentes dos processos de industrialização e urbanização ocorridos nas últimas décadas na China têm gerado grande impacto sobre a economia e geopolíticas mundiais. Em particular, a crescente dependência chinesa às importações de energia e matérias-primas alterou substancialmente os seus preços com amplos impactos em sua oferta mundial. A construção de uma base internacional de supridores destas commodities constitui possivelmente a face mais visível da internacionalização das firmas chinesas e da ampla iniciativa do governo chinês nas relações internacionais.

O ciclo recente de crescimento chinês e seus desafios

A China, como de resto toda a economia mundial, foi intensamente abalada pela crise financeira americana de 2008. Em resposta adotou um elevado programa de gasto público superior a meio trilhão de dólares, centrados em investimentos em infra-estrutura. Como resultado, após uma desaceleração em sua trajetória de crescimento no primeiro trimestre de 2009, retomou um ritmo maior no último trimestre recuperando sua trajetória de alto crescimento e situando-se acima da meta prevista de 7,5% para o período de 2006 a 2010 estabelecida no 11o Plano Qüinqüenal.

Muito se especula sobre a sustentação deste crescimento no atual contexto internacional e sobre as possíveis transformações neste padrão e seus impactos na economia mundial. Com efeito, no âmbito do governo e do Partido Comunista, tem sido crescente a disputa sobre o uso apropriado destes recursos públicos. De um lado, se posicionam os defensores da agenda liberalizante e de continuidade do padrão de crescimento atribuído às exportações e investimentos externos; de outro, diversos críticos do modelo chinês, tanto aqueles críticos do export led quanto os que atribuem a concentração da renda observada nos últimos anos à uma estratégia de investimento centrada em setores intensivos em capital.

Modelos Alternativos para la integración Sudamericana

With the advent of the new millennium, initiatives aiming at establishing an integrated economic area in South America, such as the proposal of Venezuela to join MERCOSUR, the creation of the Union of South American Nations (UNASUR) and the Bolivarian Alternative for the Americas (ALBA), have gained increasing political and economic importance. As opposed to the US and the neoliberal model of regional integration exemplified by NAFTA, these South American initiatives aim to create an integrated region which would increase the bargaining power of each country in negotiations with industrialized nations, and enhance social and economic cohesion in the region. However, the economic and political structures that are shaping South American integration are not necessarily coherent with their original geopolitical and social goals. The emphasis on free trade, the predominance of Brazil and its growing intra-regional trade surplus, as well as wide regional disparities, weaken the construction of an integrated economic area.

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