Recursos Naturais, Nacionalismo e Estratégias de Desenvolvimento

A economia institucional se tornou a perspectiva de análise predominante para as experiências nacionais de desenvolvimento. O sucesso ou fracasso econômico tem sido explicado pelo papel desempenhado pelas instituições. Esta abordagem tem sido particularmente aplicada às experiências nacionais onde recursos naturais são abundantes e formam as suas principais fontes de exportação. Argumenta-se que os países podem escapar desta “armadilha das commodities” associada à abundância de recursos se boas instituições puderem transformar este ativo natural em uma oportunidade para promover investimentos e difundir o desenvolvimento por outras áreas e setores. Nestas análises, supõe-se que as boas instituições econômicas são aquelas normalmente encontradas de forma predominante em economias de mercado desenvolvidas.

Este artigo faz uma consideração crítica a esta análise construindo seus principais argumentos em duas etapas. Será argumentado, por um lado, que a consolidação dos interesses privados na produção de recursos naturais limita seu uso para um propósito de desenvolvimento econômico geral, mas, por outro, que essa possibilidade de um desenvolvimento econômico geral existe com o petróleo, o gás e outros recursos minerais estratégicos quando, por razões geopolíticas, interesses nacionais sejam constituídos e estabelecidos como poder econômico predominante. No entanto, isso exige uma abrangente política industrial. Estes argumentos serão ilustrados através de comparações entre a Rússia e a Venezuela.

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