A crise subprime nos Estados Unidos: a reação do setor público e o impacto sobre o emprego

Este artigo tem como objetivo analisar os impactos da crise das hipotecas subprime na economia americana sob dois aspectos: i) fazer uma avaliação crítica das medidas tomadas pelo Estado americano para enfrentar a crise; e ii) avaliar o impacto desta sobre o mercado de trabalho.

Em relação ao primeiro ponto, procurou-se separar os gastos efetivamente fiscais dos dispêndios com compra de ativos e operações de crédito realizadas principalmente pelo Tesouro e pelo Federal Reserve (Fed). Tal procedimento revelou que os vultosos recursos comprometidos com estas operações não representaram de fato uma pressão sobre as contas do Tesouro. Demonstra-se também uma forte assimetria entre o governo federal e os governos subnacionais. Enquanto o governo federal realizou importante política contracíclica, nos trimestres analisados, os governos locais e estaduais, limitados por restrições legais, tiveram um comportamento pró-cíclico.

Em relação ao segundo ponto, destaca-se que a aludida assimetria revelou um impacto diferenciado sobre o mercado de trabalho do setor público, afetando prioritariamente o emprego no âmbito local e também, em menor proporção, no âmbito estadual. No que se refere ao setor privado, as atividades mais atingidas foram a indústria e a construção civil, ficando em terceiro lugar o setor financeiro. Observou-se que, a despeito da importância das políticas públicas anticíclicas, o desemprego não teve uma redução expressiva, o que gera preocupação com o futuro do mercado de trabalho, sabendo-se que as políticas de estímulo se encerram em 2011.

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