De onde virá a demanda que justificará a recuperação do investimento?

Embora a taxa de crescimento do PIB tenha voltado ao patamar positivo no biênio 2017-2018, a economia brasileira ainda não voltou a uma situação que se possa classificar como de “normalidade”, se considerado o patamar de antes da recessão registrada em 2015-16. Com cerca de treze milhões de desempregados e o PIB ainda 4,69% abaixo do nível real de 2014, têm sido debatidas com certa intensidade as opções de política à disposição para modificar este quadro. Na perspectiva aqui adotada é central observar que, nesse mesmo período, a única componente da demanda agregada que cresceu no período 2014-2018 foram as exportações (18% superior). Todas as demais componentes estão em níveis inferiores ao de 2014: o consumo das famílias (3,92% abaixo), o consumo do governo (2,07% menor) e, a componente que mais declinou, a formação bruta de capital fixo (uma medida abrangente para o investimento), com volume 23,22% inferior. Ao longo…

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